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sexta-feira, 11 de junho de 2010

DIA DE DOIS

Lembro ter salvo os minutos que nos antecederam naquele dia
Enxergo nossa primeira data pela fresta do calendário
Compulsivamente a memória busca em seu relicário
E encontra fiel o instinto, nenhum detalhe desvanecido
Daquele dia recordo o desnudo da inocência , ternura, límpido
O espelho única testemunha, mesmo temporariamente
Mostrava a combinação de dois juntos perfeitamente
Na pureza de cada efeito resultou claro o inevitável
O sentir, bem-querer, o respirar inesgotável de nós dois!

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